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Como você tem se cuidado?

Atualizado: 12 de mai. de 2021

"Você cuidaria de uma criança como cuida de si?" Se uma enquete fosse feita com essa pergunta, provavelmente o resultado majoritário seria não. Você já pensou nisso? Vamos refletir! Qual qualidade de tempo você tem se dado?

Acima de tudo, você tem se amado?

Uma mulher envolve um coração com afeto
É tão bom se cuidar

Vivemos em um momento paradoxal enquanto sociedade. Aumentamos nossa velocidade de comunicação, diminuímos as distâncias e disseminamos mais informações. Estamos conectados o tempo todo. Isso deveria facilitar nossas vidas e tornar-nos mais livres para termos acesso a novas experiências. No entanto, como estamos?

Cansados. Esgotados. Sem tempo.


Passamos nossos dias nos voltando aos outros, seja ao trabalho, à rede social, aos(as) amigos(as), aos(as) filhos(as), ao(a) companheiro(a), projetos, ideias... Há sempre uma mensagem urgente para responder ou algo importantíssimo para ser feito. Assim os dias passam. Aquela viagem fica para o ano que vem, aquele sonho para a próxima. Isso quando sabemos quais são nossos sonhos, pois tantas vezes já os perdemos de vista quando estamos desconectados de nós mesmos.


Enquanto espécie estivemos a maior parte do tempo vivendo em comunidades junto à natureza. É recente o nosso distanciamento, é recente a nossa individualidade. E será que de fato é possível viver assim? Será que é possível subjugar a natureza? Será que somos superiores de alguma forma? Acredito que não. Somos feitos dela, somos compostos por quatro elementos, assim como a Mãe Terra. Só cuidando dela e de nós é que poderemos estar bem.


Quando pensamos em cuidar de uma criança, sabemos da importância do silêncio para uma boa noite de sono. Percebemos as manhas e os choros quando já estão cansadas de alguma atividade e permitimos então que elas repousem. Por que conosco fazemos diferente? Quando estamos esgotados, não fluímos, não nos sentimos felizes. Precisamos também de pausas. Pausas para estar conosco, pausa para um chá, uma noite de sono ou uma tarde em casa. Até mesmo uma pausa de tudo para repensar quem somos e o que buscamos. Só assim poderemos saber o que estamos sentindo e encontrar a melhor direção para nossas vidas.

Assim como a natureza, precisamos de ritmo. Um ritmo que contenha aceleração e desaceleração, expansão e contração, calor e frio, vida e morte, extroversão e introversão. Precisamos tirar tempo para nós, para contemplar, para nos ouvir. Para brincar, como crianças. Para somente fazer aquilo que amamos. Afinal, há uma criança viva dentro de cada um de nós precisando de amor, cuidado e compaixão.


O que você tem feito para si que não faria para uma criança?

Reflita, sinta no coração.


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